Como fazer a impermeabilização do contrapiso antes da instalação do vinílico?

Como fazer a impermeabilização do contrapiso antes da instalação do vinílico?

Aprenda de uma vez por todas como fazer a impermeabilização do contrapiso antes da instalação do vinílico

A impermeabilização do contrapiso é uma das mais importantes – se não a mais importante – das etapas que antecedem a instalação das placas, réguas e mantas do piso vinílico.

Errar nessa parte vai implicar no aparecimento de uma série de problemas posteriores, ou seja, é o tipo de transtorno que nenhum instalador quer causar ao cliente.

No post de hoje do Blog da Tarkett, vamos orientá-lo(a) sobre como proceder com a impermeabilização do contrapiso antes de instalar o piso vinílico, de modo que você esteja preparado para enfrentar qualquer desafio:

Por que o instalador deve analisar o contrapiso previamente?

Quem abrir o Manual Geral de Instalação da Tarkett agora, vai encontrar na página 5, na seção que trata sobre a análise do contrapiso, que o piso vinílico só pode ser instalado em contrapisos limpos, secos/curados, nivelados, firmes e impermeabilizados (se necessário).

Na mesma seção, há uma observação importantíssima: “É responsabilidade do instalador alertar e assessorar o cliente sobre estas necessidades e soluções, quando solicitadas. Em nenhum caso deve-se iniciar a instalação se todos estes pontos não tiverem sido corretamente verificados e aprovados”.

Como se pode notar, é o dever do instalador verificar e alertar o cliente, se necessário, de eventuais irregularidades no contrapiso que podem comprometer a futura instalação e durabilidade do piso vinílico. 

Ignorar ou desconhecer essa etapa pode colocar em risco a reputação como profissional instalador junto aos clientes, uma vez que fabricantes como a Tarkett não oferecem garantia contra defeitos de instalação, somente de fabricação.

Como saber se um contrapiso apresenta umidade em excesso?

Existem três maneiras de verificar se a umidade em um contrapiso está dentro dos limites permitidos. A Tarkett recomenda um resultado máximo de 2,5% de umidade para realizar uma instalação segura de pisos vinílicos.

Método digital

O método digital consiste na utilização de um medidor por radiofrequência. O instalador deve colocar o aparelho em uma parte plana do contrapiso ou parede. A interpretação da leitura deve seguir a tabela inscrita no aparelho.

Método CCM (carbureto de cálcio)

O método CCM consiste na utilização do aparelho medidor speed test por meio da retirada de volumes de 3g, 6g ou 12g, a uma profundidade de 2 a 3cm. Para isso, o instalador deve utilizar uma marreta e talhadeira. 

As amostras são colocadas dentro do aparelho de medição com a esfera de aço e a cápsula de carbureto de cálcio. Ao movimentar o aparelho e romper a cápsula de carbureto de cálcio, dá-se uma reação química e o aparelho mede a quantidade de água presente na amostra.

Método manual (plástico)

O método manual é o mais simples de todos e consiste na colocação de pedaços de plástico (de, no mínimo, 40 x 40 cm) em diversos pontos do contrapiso. O instalador deve prender toda a borda do plástico com fita adesiva e aguardar 24 horas. 

Se o plástico “transpirar” ou se o contrapiso ficar mais escuro nessa área, isso significa que a água ainda está evaporando e, portanto, o contrapiso está úmido. Se isso acontecer, o instalador deve deixar o local ventilado e repetir o teste alguns dias depois para confirmar o resultado. Embora seja o mais prático e acessível, é importante ressaltar que esse é o mais impreciso entre os três métodos.

Se após utilizar um dos três procedimentos descritos acima o instalador constatar umidade acima do ideal, é necessário descobrir a origem (ascendente/infiltração/secagem) e tomar as providências necessárias. 

Por que devo fazer a impermeabilização do contrapiso?

Proteger o contrapiso contra umidade assegura a preservação do piso, proporciona a salubridade dos ambientes e, como consequência, a saúde e o bem-estar dos moradores.

Estima-se que a impermeabilização, quando projetada e executada adequadamente, representa de 2 a 3% do custo de um projeto. Parece muito? Pois acredite: os reparos decorrentes da execução incorreta ou da não realização da impermeabilização, quando necessária, podem gerar custos adicionais de até 30% em relação ao mesmo projeto!

Por esse motivo, é MUITO importante que o instalador oriente o cliente e os profissionais envolvidos na obra sobre a importância da impermeabilização do contrapiso. 

Não é algo dito da boca para fora, mas sim um argumento amparado por normas técnicas específicas sobre impermeabilização, que não se aplicam somente aos vinílicos, qualquer tipo de revestimento precisa segui-la:

São elas:

  • ABNT NBR 9575: Impermeabilização, seleção e projeto

  • ABNT NBR 9574: Execução de impermeabilização

Como fazer a impermeabilização antes da instalação do piso vinílico?

No caso específico de infiltrações, o instalador deve comunicar ao responsável pela obra a necessidade de se contratar uma empresa especializada em impermeabilização.

Mesmo que o contrapiso dessa área não aponte irregularidades naquele momento, em virtude da exposição direta com o solo, a Tarkett sempre recomenda a impermeabilização em pisos térreos.

No entanto, no caso de contrapisos com umidade ascendente, a Tarkett desenvolveu uma solução especial dentro da linha de complementos que você vai conhecer em detalhes abaixo:

Tarkoblock®: a solução da Tarkett para umidade ascendente

Tarkoblock®

O Tarkoblock® da Tarkett pode ser utilizado como barreira de vapor de umidade com índice até 6%, de acordo com o método CCM. Se o índice for superior a 6%, é preciso primeiro utilizar as argamassas rígida e flexível para, aí sim, aplicar o Tarkoblock®.

Ele é um produto biocomponente (A e B), composto por poliuretano 2k, sem solventes, indicado para aplicação em áreas internas. O rendimento do produto é de 400g/m2 por demão, sendo que se deve aplicar sempre 2 demãos. Lembre-se também de sempre considerar o peso total da mistura (comp A + comp B).

Ele pode atuar como:

  • Superfície de concreto curado há pelo menos 28 dias e completamente isento de desmoldante;
  • Contrapisos antigos ou novos curados há pelo menos 14 dias com umidade residual máxima 6% pelo método CCM (carbureto de cálcio);
  • Revestimentos cerâmicos ou porcelanatos completamente limpos;
  • Revestimentos de mármores e granitos completamente isentos de qualquer tipo de resíduo;
  • A base deverá estar curada, firme, completamente limpa, livre de partículas soltas, resina, tinta, óleo, textura ou qualquer tipo de produto que impeça a aderência normal do Tarkoblock®.

O que achou dessas dicas da Tarkett para não pular a análise do contrapiso e assim avaliar a necessidade de impermeabilização do contrapiso?

Para conhecer outras dicas técnicas como essa, não perca tempo: siga agora a @oficinatarkett no Instagram, perfil totalmente dedicado a gerar conhecimento sobre as especificidades do piso vinílico!

Leave a comment