A operação ininterrupta, o tráfego intenso de macas e equipamentos, o uso frequente de produtos químicos de desinfecção e a presença de pacientes em condições de vulnerabilidade fazem do ambiente hospitalar um dos mais exigentes da arquitetura comercial.
É uma rotina que gera necessidades tão específicas que o papel dos responsáveis pelo projeto não pode ser ignorado. A especificação de materiais é tão importante quanto formar uma boa equipe de atendimento ou investir em equipamentos modernos para exames e procedimentos cirúrgicos, mas o que explica tamanha relevância?
O revestimento hospitalar está diretamente relacionado a princípios inegociáveis para a área da saúde, como limpeza, conforto e segurança, o que ajuda a explicar por que criar ambientes seguros e saudáveis é tão importante – clique aqui para se aprofundar ainda mais sobre este tema.
Conheça abaixo os principais desafios de um projeto da área hospitalar e por que os revestimentos vinílicos são fundamentais para superá-los:

Controle de infecções
De acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), 6% dos pacientes em casos agudos contraem ao menos uma infecção associada à assistência à saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua vez, reforça que 90% dos micro-organismos em ambientes hospitalares estão concentrados na sujeira visível, ou seja, pisos e paredes mais fáceis de limpar precisam estar no centro da estratégia de prevenção.
Entre as referências do mercado está a linha iQ (Qualidade Inteligente) da Tarkett, que não favorece o crescimento de bactérias (em conformidade com a norma ISO 846/C) e dispensa qualquer tipo de biocida na composição. A explicação para o alto desempenho dessa linha está no tratamento de superfície aplicado nos pisos iQ, que os torna menos porosos e menos propensos a acumular sujeira, resultando em uma rotina de limpeza mais fácil — comprovada por testes de riboflavina independentes conduzidos pelo Instituto Fraunhofer.

Durabilidade
Hospitais operam 24 horas por dia, sete dias por semana, com tráfego intenso de pessoas e equipamentos pesados, além do uso frequente de desinfetantes. Fechar áreas inteiras para trocar pisos e revestimentos que atingiram o fim da vida útil bem antes do esperado é um transtorno que compromete a operação — principalmente quando se nota que a maioria dos casos poderia ter sido evitada com escolhas melhores no processo de especificação.
É possível enfrentar esse desafio com vinílicos homogêneos que priorizam a alta performance. A linha iQ da Tarkett é uma referência global nesse aspecto, pois conta com uma tecnologia de restauração da superfície por polimento a seco (dry-buffing) que dispensa água e produtos químicos no processo de manutenção. Ela elimina marcas de tráfego e devolve o aspecto original do revestimento, sem realizar qualquer tipo de processo abrasivo.
Levantamentos comparativos da companhia indicam que, em 700 m² de corredores hospitalares com a linha iQ aplicada, o consumo anual de produtos de limpeza pode cair de 1.477 para 128 litros, e o de água, de 1.229 para 74 litros, em relação a um piso encerado convencional. Graças à economia de recursos, a marca estima um retorno do investimento inicial em até três anos. A linha conta ainda com garantia de 20 anos contra defeitos de fabricação.

Resistência
Além do tráfego, outro importante desafio para ambientes hospitalares é lidar com os impactos, principalmente nas paredes. Macas, cadeiras de rodas, carrinhos de medicamentos e equipamentos em deslocamento entram em contato frequente com superfícies, especialmente em corredores, salas de procedimento e áreas de transição.
O resultado, ao longo dos anos, é algo difícil de esconder: marcas, riscos, descascamentos e a necessidade recorrente de reparos e pinturas, operações que, em uma rotina ininterrupta, exigem isolamento de áreas e impactam o funcionamento clínico.
É fundamental, portanto, especificar revestimentos vinílicos de parede que possuem alta resistência. Nesse segmento, o ProtectWall da Tarkett se destaca por ter sido desenvolvido para responder a essa demanda específica. Graças ao tratamento de superfície chamado Top Clean XP, o produto combina resistência a impactos, arranhões, manchas e agentes químicos com facilidade de limpeza, contribuindo para reduzir custos de manutenção e prolongar a vida útil das superfícies em áreas de alto tráfego e até mesmo nas chamadas salas limpas.

Segurança
Escorregões em ambientes de saúde geram custos estimados em 900 milhões de euros por ano, segundo levantamento do INRS (Instituto Francês de Pesquisa em Segurança Ocupacional) em parceria com o NHS britânico. Em áreas úmidas, banheiros acessíveis e salas de banho, é fundamental investir em sistemas integrados que reforçam a segurança dos pacientes. Um exemplo nesse sentido é o Sistema Aquasens da Tarkett, que integra piso antiderrapante, revestimento de parede e acessórios de instalação estanque, permitindo a criação de áreas contínuas e impermeáveis.
Para zonas com risco de descargas eletrostáticas — frequentes em neonatologia, cardiologia e neurologia, em que equipamentos sensíveis podem ser danificados ou gases inflamáveis podem ser disparados — é imprescindível a aplicação de pisos condutivos com base de carbono. No portfólio da Tarkett, a demanda por pisos condutivos é atendida pela linha iQ Toro SC, em conformidade com as normas EN 1815 e EN/IEC 61340-4-1.

Acústica
O ruído é uma das principais reclamações de pacientes internados e está associado ao aumento da percepção da dor, ao uso adicional de medicamentos e ao prolongamento do tempo de internação. Esse mesmo desconforto se reflete sobre as equipes médicas, que apontam o ruído entre os principais fatores de estresse na rotina hospitalar.
Pisos vinílicos são apontados por especialistas como a melhor escolha para ambientes hospitalares porque absorvem o som de passos, camas e carrinhos, contribuindo para ambientes mais silenciosos em corredores, quartos e UTIs. No portfólio da Tarkett, por exemplo, é possível encontrar modelos capazes de absorver mais de 20 dB do som provocado pelo impacto.

Qualidade do ar interior
O ar interno chega a ser de duas a cinco vezes mais poluído do que o externo, condição que pesa especialmente sobre profissionais de enfermagem e equipes de limpeza, com alta incidência de asma ocupacional. Para reduzir a carga química desses ambientes, é fundamental escolher revestimentos que emitam baixos índices de Compostos Orgânicos Voláteis (COVs), substâncias que, a depender da composição, concentração, frequência e tempo de exposição, são potencialmente tóxicas para os seres humanos.
A Tarkett é uma referência global nesse sentido por não utilizar ftalatos nem formaldeídos e por fabricar revestimentos com baixos índices de COV, abaixo de 10 µg/m³, segundo a ISO 16000-6. Vale destacar que o acabamento de superfície aplicado em parte do portfólio da marca também elimina a necessidade de ceras, polimentos e removedores na manutenção rotineira, evitando o uso adicional de produtos químicos nas áreas de circulação.

Variedade de cores e padrões
Um dos grandes desafios da área da saúde é quebrar o estigma de ter ambientes “frios” e pouco convidativos. Geralmente, essas sensações indesejáveis resultam de uma combinação de cores excessivamente neutra, sem nenhum apelo ou propósito no visual.
Tons quentes ajudam a humanizar áreas de internação e pediatria; tons frios e neutros transmitem calma em consultórios e áreas administrativas; contrastes definem zonas e auxiliam o fluxo de pessoas. Em paralelo, a paleta cromática correta contribui para suavizar a ansiedade de pacientes e familiares, além de dar identidade visual ao projeto.
Para se alinhar a essa crescente demanda, a Tarkett renovou a linha de mantas homogêneas Eclipse Premium, uma das mais coloridas do mercado. São 27 opções de cores em uma paleta que navega entre tons quentes e frios, com cordões de solda coloridos para acompanhar a composição. A linha incorpora ainda o tratamento de superfície Premium Pro, oferece 12 anos de garantia e possui mais de 25% de conteúdo reciclado em sua composição.

Empatia
Segundo o Ministério da Saúde, os casos de demência no Brasil devem triplicar até 2050, alcançando 5,7 milhões de idosos. Para pacientes com Alzheimer e outras formas de demência, bem como para pessoas neurodivergentes, detalhes aparentemente decorativos, como contraste de cor entre piso e parede, padronagens, brilho da superfície e refletância da luz, ganham importância extra no projeto.
Acertar na escolha de todos esses elementos auxilia na orientação espacial, reduz episódios de desorientação, diminui o estresse e contribui para a autonomia e a dignidade do paciente. A norma ISO 21542, que trata da acessibilidade em edifícios públicos, recomenda diferença mínima de 30 pontos no Índice de Reflexão da Luz (LRV) entre superfícies próximas, como apoio para pessoas com deficiência visual e comprometimentos cognitivos.
Em paralelo, começam a surgir produtos certificados especialmente para esse tipo de aplicação. É o caso de cores selecionadas da linha iQ Granit, da Tarkett, que foram avaliadas e classificadas pelo Centro de Desenvolvimento de Serviços para Demência (DSDC) da Universidade de Stirling, no Reino Unido, uma referência internacional na pesquisa de ambientes para cuidados com a demência.

Sustentabilidade
O setor de saúde está entre os maiores consumidores de água, energia e produtos químicos em escala global e, segundo a OMS, responde por parcela relevante das emissões de carbono associadas a edificações urbanas. Diante desse cenário, a especificação de materiais com menor pegada ambiental, maior conteúdo reciclado e potencial de reaproveitamento ao fim da vida útil ganhou peso nas decisões de projeto, contando inclusive como critério para certificações ambientais como LEED e AQUA-HQE. Desde 2010, a Tarkett mantém o programa global ReStart®, voltado à coleta e reciclagem de revestimentos, com cerca de 129 mil toneladas já recolhidas em 29 países, no Brasil, o programa já recuperou mais de 200 toneladas desde 2018.
A linha iQ da Tarkett, por exemplo, apresenta a menor pegada de carbono entre os pisos vinílicos homogêneos do mercado: testes independentes demonstram uma pegada ao menos 2,5 vezes inferior à média da concorrência. A marca também segue os princípios da certificação Cradle to Cradle®, integra a lista A do CDP (Carbon Disclosure Project), tem metas climáticas aprovadas pelo SBTi (Science Based Targets initiative) e foi a primeira fabricante de revestimentos a aderir ao Pacto Global das Nações Unidas, em 2010.
Para mais informações sobre a especificação técnica para ambientes da área da saúde, acesse www.tarkett.com.br